Residência Araraquara

Juquehy, São Paulo – SP
1º fase 1978/80
2º fase 2003/04
João Batista Martinez Corrêa

área

Terreno: 630,00 m²
Construída: 139,60 m² (existente) + 125,08 m² (nova) = 264,68 m² (total)

fase

Executivo

arquitetos JBMC

Beatriz Pimenta Corrêa
Emiliano Homrich
João Batista Martinez Corrêa

consultores

José Roberto Soares Abreu e Renilson Dias – Projetista
João Luis Polcaro Leão – Elétrica
Carlos Fernando de Castro e Laertes Bigarela – Estrutura
Raiteque – Hidráulica
Renilson Dias e João Ayer – Acompanhamento
Bernardo Klopfer, Jurandir Rios Garçoni Luís José da Silva e Raimundo Nonato Miranda – Execução da obra

3D rendering

Estudio MI

A casa situa-se na Avenida Espanha, uma rua icônica de Araraquara, e conta com árvores centenárias, com troncos robustos e um sombreamento extremamente importante para a cidade, devido ao clima quente.

A residência se desenvolve em dois pavimentos principais e mais uma área elevada para abrigar reservatórios de água e aparelhos de ar-condicionado.

O piso térreo abriga a sala de estar, jantar, cozinha integrada, lavanderia e lavabo, enquanto no segundo pavimento encontra-se três dormitórios com banheiros integrados, um estúdio e uma sala. Uma abertura central no piso promove a integração espacial entre os níveis da casa e facilita a circulação de ar por efeito chaminé, por meio de uma claraboia de vidro dotada de ventilação permanente.

A casa foi construída em estrutura mista de aço, madeira e concreto. A superestrutura consiste numa trama de aço composta de Treliças, vigas do tipo Vierendeel, apoiadas em quatro colunas de concreto aparente.

A laje do térreo é a única em concreto, enquanto a laje do segundo pavimento é de madeira engenheirada CLT (Cross Laminated Timber), inclusive nos sanitários.  Nas áreas secas, o piso de madeira CLT foi lixado e pintado com resina do tipo BONA, enquanto os sanitários receberam impermeabilização sobre a madeira e assentamento de pastilhas cerâmicas.

As paredes internas são em sistema dry wall e painel de madeira deslizante para fechamento dos quartos. Já as paredes externas são painéis compostos por CLT (internamente), isolamento térmico de lã de rocha, lençol de TYVEC com sobreposição e vedação com fita adesiva de BUTIL e placa cimentícia.

A área técnica é fechada com perfis de alumínio pré-pintados em venezianas, para que esse compartimento seja fartamente ventilado, tendo em vista que além dos reservatórios de água, abriga as unidades condensadoras do sistema de ar.

Tanto no pavimento superior como inferior, os fechamentos são vinculados a uma estrutura de aço que denominamos bandeja. Ela suporta os trilhos das portas de correr, assim como facilita o encaminhamento das instalações elétricas, além de permitir a instalação de luminárias diretamente nessas bandejas.

Entre as bandejas e a face inferior da viga de aço, estão faixas de fechamento, compostas de vidro ou laminado de madeira. Quando de vidro, são do tipo basculante sem caixilho, afixadas apenas entre vidros fixos e com ferragem do tipo Blindex. Quando internas ou em ambientes de dormitórios, são de painel de madeira pintada.

No lado externo, a casa conta com janelas venezianas do tipo camarão em alumínio pintado, de altura de piso até a bandeja da estrutura, enquanto internamente os caixilhos são compostos por janelas deslizantes de Blindex temperado com alturas compatíveis às janelas tipo camarão. Em cada vão há um peitoril de madeira e fios de nylon tencionados.

Além do edifício, houve uma preocupação em conceber o paisagismo com folhagens brasileiras exuberantes, adequadas ao calor de Araraquara e ao terreno sombreado pelas árvores existentes.